Visita inesperada, é presença que se sente, é o calor desejado maldito entorpecente, o poderoso veneno que nos encanta a mente. Com o coração cativo, dor no peito tão querida é a malévola paixão, doce se correspondida, dolorosa se ignorada, é a pior das feridas. Não se sabe o motivo, não existe uma razão, ela simplesmente surge, envenena o coração. Mãos suam, o peito pula, dominado estás então. Mas ela é odiada! É presença agourenta, é sentimento de tolos! E o coração aguenta, porque ele a deseja e isso a alimenta. Paradoxo odioso! Ter de ser atormentado, com os pensamentos turvos, e viver angustiado, agindo sem raciocinar, coração escravizado. Assim nasce uma paixão, no silêncio de um peito há muito abandonado, um golpe sempre certeiro bela, terrível, pungente, toma o corpo inteiro. 15/07/2009 Sobra paixões antes incertas, sementes de Amor que é poderoso nos dias de hoje. É da Coruja!