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Mostrando postagens com o rótulo Paixão

A dona de toda a beleza

dmolla Vi o amor da minha vida no topo da pequena elevação. Atrás dela o sol de fim de tarde brilhava com intensidade num céu azul. Subi devagar, encantado pela visão, pensando na paixão que sua beleza acendia em mim. E naquela tarde ela era a própria encarnação do fascínio, em seu vestido ciano, cabelos negros e longos dançando na brisa que vinha do mar, e o sorriso me convidando.

Estória de Amor - Parte II

Segunda parte do conto Estórias de Amor . Espero que gostem do final, que na verdade é o começo. Assim como na primeira parte, recomendo que desçam até o fim da página e ouçam a música que lá se encontra. Ela se encaixa bem nessa parte do conto. Comentário e opiniões são mais que bem vindos! Como eu ia dizendo, o início do Amor dos nosso dois personagens foi algo curioso. E um tanto escuro. Já aviso desde já que não é tão bonito quanto o meio. Na cidade onde eles vivam, há muito tempo atrás, existe um local agradável, alto no meio da cidade, antigo, onde inúmeras pessoas costumam se reunir para se divertir. Apenas isso, sem pretensão. Elas vão até lá e passam noites inteiras conversando, rindo, correndo, gritando, brigando, se divertindo. E eles estavam lá naquele domingo.

Um sábado

O Sol entra pela janela, o cachorro se aquece em sua luz. A sala envolta em claridade dourada na tarde quente de um sábado. Um sábado. Muitos sábados. Uma Vida. Um tapete felpudo, sofás bonitos e aconchegantes, uma poltrona grande e confortável, uma prateleira de bebidas. Um drink. Muitos drinks. Uma Vida. Abajures e luminárias, cortinas grossas e rubras. Muitas fotos e quadros, retratos de um casal. Um casal. Um único ser. Uma Vida. Uma cama enorme, lençóis claros. Edredons brancos e grossos, um quarto, um salão real, celebrações de Amor, perfume dos dois. Uma celebração de Amor. Muitas celebrações de Amor. Uma Vida. Uma mulher, companheira, conselheira, amante. Lindos olhos grandes e brilhantes. Uma homem, companheiro, protetor, amante. Gestos brutos, mas boas intenções. Uma mulher, um homem. Muito Amor. Uma Vida. Sacolas de feira, almoço de domingo. Cervejas e vinho para o passeio no parque. Carinhos e sussurros, detalhes do dia. Co...

Tarde de sábado

Inverno impiedoso. No Norte, o Inverno é cruel. E aquele ano não poderia ser diferente. Lá fora o vento rugia e assobiava, frenético e furioso. Plena tarde, mas a luz era fraca, pois o Sol havia desistido de lutar contra as nuvens. Nada inesperado. Sabíamos que seria assim quando nos mudamos para aquele país. E mesmo que ela reclame tanto, e seja tão friorenta, ela adora isso aqui.

Vidro vermelho

É muito mais forte que eu É muito maior que meu desejo. Meu desejo é ser brando, Mas com possessivo impulso Meu peito pula, arde Vidro vermelho em meus olhos Sangue que queima, sobe Veloz como um raio, atroz Cegueira que vem e me domina... Sensação de desamparo E minha vida parce acenar. Sentimento tolo e infantil Tempero opotuno Mas cruel em excesso. Vidro. Ciúme. 21/02/2011. Sobre aquilo que tanto atrapalha o Amor, quando acabamos exagerando.

Mas...

Decido ouvir uma música. Vou pôr um fim nisso! Mas... Todas as músicas me fazem lembrar Dela. Letras, melodia, harmonia... Ela é dona de todas as minhas canções. Decido caminhar. Vou pôr um fim nisso! Mas... Meu lugares favoritos têm a cara Dela. Ela está lá, seus olhos brilhando... Ela é dona de todos os cantos bonitos da cidade. Decido desenhar. Vou pôr um fim nisso! Mas... Antes, toda a minha Arte pertencia a Ela. Traços, rabiscos num papel do banco, poesias iluminadas... Ela é dona de toda a minha Arte. Decido cantar. Vou pôr um fim nisso! Mas... Minha voz antes sussurrava em Seu ouvido. E as canções de Amor que eu tanto gosto de cantar... Ela é a dona suprema de minha voz. Decido me distrair. Vou pôr um fim nisso! Mas... Toda vez que eu me encontrava com amigos, Ela estava junto. Bares, almoços, pizzas, encontros aleatórios... Ela é a minha melhor amiga. Decido ver um filme. Vou pôr um fim nisso! Mas... Ela adorava ver filmes comigo. Pipoc...

Odioso desejo

Visita inesperada, é presença que se sente, é o calor desejado maldito entorpecente, o poderoso veneno que nos encanta a mente. Com o coração cativo, dor no peito tão querida é a malévola paixão, doce se correspondida, dolorosa se ignorada, é a pior das feridas. Não se sabe o motivo, não existe uma razão, ela simplesmente surge, envenena o coração. Mãos suam, o peito pula, dominado estás então. Mas ela é odiada! É presença agourenta, é sentimento de tolos! E o coração aguenta, porque ele a deseja e isso a alimenta. Paradoxo odioso! Ter de ser atormentado, com os pensamentos turvos, e viver angustiado, agindo sem raciocinar, coração escravizado. Assim nasce uma paixão, no silêncio de um peito há muito abandonado, um golpe sempre certeiro bela, terrível, pungente, toma o corpo inteiro. 15/07/2009 Sobra paixões antes incertas, sementes de Amor que é poderoso nos dias de hoje. É da Coruja!

Pequenos olhos negros

Pequenos olhos, negros como a noite Pequenina fada de beleza rara Seus gestos mágicos a me entorpecer Sensação ruim, a nada se compara, Quando surge em minha mente seu rosto E em meu peito o coração dispara. Tolo, escrevi este fraco poema Tentando me esquecer da incerteza Das chamas de meus olhos que se extinguem Do ódio que nasce de minha tristeza Da voz clara, dos seus risos cristalinos E, por minhas chamas, que eu a esqueça. Sua alegria se espalha em mim Como a luz nos campos de Primavera, E nada mais importa, apenas ela Por quem Weasdor desperta para a guerra Agonia e paixão no mesmo peito Ela me magoa ao ser tão... tão bela. 15/07/2009