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Mostrando postagens com o rótulo luta

Vulcões e lençóis

Na calmaria da noite ele a tomou nos braços, e o mundo se transportou para outra realidade. Só havia a luz fraca da noite inundando o quarto numa atmosfera surreal, quase fantasmagórica. Os lábios dos dois se uniram num misto de carícia e luta, um beijo agressivo mas cheio de dança, no qual as línguas se cortejavam com suavidade e movimentos lascivos.

Alegoria

blogman Existem momentos cruciais nos quais os braços se cansam e as armas vão ao chão. É quando o fogo nos olhos se transforma em incêndio e devasta as colinas do ser. Existem momentos especiais nos quais a luta parece infinita e os pulmões falham de cansaço. É quando o semblante escurece, e você se sente derrotado, encolhido diante do mundo. Existem momentos banais nos quais os castelos desabam, caem no abismo do mundo. É quando você renasce, com um vigor rejuvenescido, pois o abismo é o berço da Terra. E nos momentos cruciais, quando as coisas especiais se apagam diante de banalidades, é hora de sair do abismo, deixar de ser humano e se aproximar dos deuses. ___________________________ Marlon Weasdor, 11/07/2012 Alegoria sobre dificuldades e persistência. Este poema é propositalmente alegórico, você só vai conseguir entender se colocar sua própria pessoa no lugar do eu lírico. E certamente a sua compreensão estrá restrita às suas experiências pe...

De olhos fechados

De olhos fechados encontro o meu eu bruto e simples animalesco e sublime fera que encanta por sua força sua voracidade, sua inexorabilidade. De olhos fechados eu grito como um ser primordial cheio de raiva essencial aquela que originou guerras entre nossos ancestrais a raiva instintiva, incontrolável que domina, que cega. De olhos fechados ouço meus tambores e minhas feras respondem e assim como o Lobo eu descubro que não estou só acompanhado e guardado por muitos seres. De olhos fechados eu posso me curvar perante minhas feras aladas que dominam meu céu o firmamento violento de minha alma e nada pode detê-los. De olhos fechados eu percebo que o fogo do abismo é eterno assim como minhas vozes uivantes clamando por terra e sabedoria por sangue e dor invocando meus deuses antigos. De olhos fechados mal consigo controlar meu dragão verdadeiro e sincero animalesco e magnífico senhor do fogo e da sabedoria de irresistível beleza. De olhos fecha...

Lá III - A vitória

Lá acordei, me ergui, lutei. Lá, ao meu lado, ela lutou. Minha bela Coruja, eu sei, foi o teu olhar que me salvou! E o sangue tocou a Terra! O exército branco caiu! Nosso Amor venceu a Guerra, e o horizonte se abriu. Voamos. Fomos para longe. Agora somos soberanos. Felizes, ninguém sabe onde, muito além do oceano! Aqui, tão longe da escória. Aqui, eis a nossa história.

Lá II - O levante

Mas vida! És tão preciosa! Não posso viver pelos mares, bosques de árvores frondosas e montanhas de muitos ares? Oh inverno injustiçado, por tuas mãos eu fui desperto! Pelo ar um canto velado, tua voz chegando mais perto! Coruja veio voando, belos olhos gregos, sorrindo, sua voz mortal ecoando, meu tenro amor, eu a sinto. Abro as asas novamente, lá, e com ira inclemente.

Lá I - O cerco

Lá, aos portões do desespero; lá, onde o fim nos envolve; onde o Sol é prisioneiro; onde o luar se dissolve. Chega o exército branco, Brutal, tolo, falso, maldito, causadores de dor e pranto, riem, porque estou ferido. Ferido, sujo, humilhado, sozinho perante os grandes, ninguém ouvirá o meu brado, meu grito vago e distante. Morrerei de forma profana. Lá, reino de ira insana.