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Mostrando postagens com o rótulo poeta

Poesia de cada dia

VH Hammer Existe em todos uma escrita invisível um conjunto de ações da alma acima dos termos físicos maior do que o simples ir e vir e mesmo o que despreza a arte ou se julga incapaz termina o dia como um poeta autor de mais um conjunto de palavras sete poesias por semana trezentas e tantas por ano mesmo em dias ébrios de poesias surreais e nos dias de drama, com palavras azuis versos fatais nos dias de fúria épicos gloriosos nos de alegria estrofes risonhas em dias de diversão alegorias guturais em dias sombrios e mesmo os mais fúteis e vazios são poetas com suas palavras fúteis e vazias e os desafortunados, criminosos, pecadores, cada um com sua escrita, em muitos tomos ao longo da vida, palavras de amor, palavras de alegria, palavras de dor palavras de ódio coleções de volumes e mais volumes que apodrecerão na poeira quando o poeta se for ou ganharão destaque na biblioteca da história Qual é sua poesia hoje? ___________________________ 07/11/2013

Um poema meu em um livro

É com alegria que anuncio que um poema meu foi classificado no Concurso Nacional Novos Poetas, Prêmio Poesia Livre 2013 , realizado pela Vivara Editora Nacional! O concurso teve 2.186 candidatos inscritos, e 250 poemas foram escolhidos para serem publicados no livro Antologia Poética, Poesia Livre 2013. O poema cavernoso que constará no volume é Cotidiano 23. Lentamente eu encontro espaço para abrir minhas asas!

Das dores do poeta

alexbruda Surge aos portões do castelo distante um monstro maldito chamado Discórdia cujo riso sanguinolento macula as alegrias que ficam na memória, trazendo versos à pena do poeta que lamenta sua amarga história, despida de amor, esperança, fulgor, isenta da sempre desejada glória. Com um golpe impiedoso da vida, disfarçada como o velho destino, o guerreiro da caneta se entrega a tudo aquilo que já foi escrito e àquilo que nunca vira palavra, e esperança vira um fio fino quase se partindo, seu mundo ruindo, seu mundo vazio, castelo maldito. Assim, a dor do poeta se escreve, a saudade se cria sozinha, livre, e empunhar uma caneta sangrenta vira obrigação daquele que vive para expressar no papel o que sente, a luz que sobre seu sorriso incide, a sua visão distorcida do mundo, a sábia falsidade na qual insiste. ___________________________  22/10/2012 Provavelmente o poema mais complicado que já escrevi até hoje. Uma alegoria intrincada sobre as c...

Se

Mattox E se a pena despertar e voltar a criar versos de alegorias sem fim? E se a tinta escorrer pelas beiradas do papel levando um pouco de mim? E se esperar o pior nos cegar para o melhor e enfraquecer o amor? E se o vinho selvagem ante o castelo do rei escorrer sem nenhum pudor? E se a luz se apagar nos abandonando, enfim, à própria sorte maldita? E se o poeta nascer de novo em berço de dor, aquela velha dor querida? ___________________________ 22/10/2012

A morte do poeta

ortega Renasce pelas palavras aquilo que, num dia quente e distante, surgiu pelo lápis, riscando papel, num ritual longo e hipnótico, para formar um desenho nostálgico, puro, simples, longe na imaginação. Imaginação infantil, desejosa, ansiosa por coisas que nunca viveu e talvez nunca viverá, ou talvez, viveu em vidas distantes, como o Dragão que tanto grita querendo voar para sempre. Dragão que urra eternamente, trancado numa caverna profunda, antro claustrofóbico que o sufoca e o pobre ser só pode gritar no escuro aconchegante que ele nunca desejou. Escuro este que dizem ser bom, o escuro da resiliência, o escuro que omite as palavras, esconde o poeta sem temer, sem pensar no que ele pode fazer, sem perceber que ele morre. O poeta morre quando não tem sentimentos, pois ele não é feito de palavras é feitos de dores e alegrias, escuro e claro, morte e vida, uma obra barroca perfeita empoeirada nos corredores do te...

Palavras de fogo

Etthiss Antiga é a minha força, o poder que me faz escrever, o impulso que me faz cantar. Doce, rubra insanidade, sempre tão profunda em meu ser, é sobre ti que irei falar. No passado, há muitos anos um grande ser veio ao mundo. Corpo de escamas coberto, suas asas rasgavam o céu. Ao som de seu grito profundo o destino era incerto. Nascido entre os antigos, grande força da natureza que se tornou um dos imortais, dominou o fogo eterno, o seu símbolo de nobreza, e reinou nas terras abissais. Feliz, abria sua asas no azul e jovem firmamento, voando livre em sua paz, até novos deuses surgirem, com seu parco conhecimento, deixando o Dragão para trás. Mas ele é forte, eterno. Salvou para mim sua ira, guardou as palavras de fogo, e através do véu dos mundos em mim sua alma respira à beira dum abismo novo. ___________________________ 04/07/2012

Poeta da noite

O vento assobiava, entrando pelas fresta da janela, trazendo o frio do inverno para dentro do quarto úmido, iluminado apenas pela vela sobre a mesa. A chuva caía há três semanas, dando curtas tréguas de poucas horas, e toda a casa cheirava a mofo. A tarde chegava ao seu fim, tão cinzenta quanto as últimas manhãs, e a vida parecia ter congelado. Fausto passara os últimos dias sentado em sua cadeira dura, curvado sobre sua escrivaninha velha, escrevendo seus poemas e contos malditos. Não comera nada desde que a dispensa esvaziara, e saíra do quarto apenas para pegar mais garrafas de vinho barato, que seu porão tinha de sobra.

Meu doce silêncio

Olho para o abismo de mim mesmo Colho os frutos da mente cheia e vazia envolto em neblina, andando a esmo Na terra seca onde oceano havia. Percebo o silêncio que me toca e tanta dor que foi morrendo... Simples vento que vem e me corta e aquela música que agora compreendo. Ela foi e ela voltou, sempre os mesmos sentimentos, é a alegria e é a dor, sempre presentes ao mesmo tempo. De novo as chamas de Weasdor ardem. O mau se vai no incêndio. Tantas dúvidas que, derrotadas, partem, e eu volto para meu doce silêncio. Marlon Weasdor, 28/02/2010. Sobre retornar aos versos depois de um longo período ocioso. Mas esse poema pode ser interpretado de diversas formas diferentes. Como eu citei na postagem da Doce e Rubra Insanidade . O que acontece é que meus poemas não são diretos. Eles são sempre alegorias. São composições sobre coisas, impressões. E eles podem ser interpretados de diversas formas. Acho que uma boa obra de arte é aquela que se relaciona diretamente co...

Poeta da Noite

No escuro ouço o choro de pequena criança e então eu corro. Não sei se chora ou canta. Pequena, no topo de um morro, sob o luar que me encanta, está a menina, e com esforço meu caminhar a alcança. Em sua mão direita vejo brilhar um punhal. Em sua mão esquerda vejo a rubra pena do mal. Eis que em sua boca estreita sorriso cruel surge, afinal. A lâmina sobe, ligeira, o ar aguarda o sinal. Mudo, nada posso dizer. “Não me condene a isso!” Preso, não posso me mover. “Não imponha isso!” Não sou cego, mas não não quero ver. “Não me obrigue a isso!” Lúcido, não conseguirei esquecer. “Não, não me condene a isso!” Na noite um lampejo. O punhal desce, finalmente. “Sua alma, meu desejo...” Ela fere o próprio ventre e eu não creio no que vejo: ela morre sorridente. Seu espírito me desperta com um beijo. Seguindo impulso desconhecido apanho a pena de sua mão. Aquele poeta velho, esquecido, acorda em meu coração. Mergulho, resoluto, decidido, A caneta no san...